sábado, 28 de agosto de 2010

Acabei de perceber
O mal que acomete os poetas
São viciados em palavras
E desse vicio não conseguem desvencilhar-se
Remanescentes do próprio
Descontentamento
Ou euforia
De saber que
Morrerá
Entorpecido
Em seus próprios versos

Descalço

Resolvi que quero viver como se estivesse caminhando descalço, me despir das repressões que a sociedade causa em mim (ou eu mesmo) na realidade nem sei...mas sim,quero caminhar descalço,quero ser livre,ai eu descubro que não consigo ser livre antes de me libertar de mim mesmo.A ilusão é algo que persegue,apenas queria enxergar o que há de mais límpido e real,diria que a vida é como um circo,buscamos as gargalhadas a cada momento,mas estamos sempre ali cuspindo fogo,engolindo facas ( indigestas),desequilibrando no trapézio dos sentimentos.
Vou andar por ai descalço, quero tirar o meu tênis All Star sujo e velho que me faz tropeçar em seus imundos cadarços...
Vou andar por ai descalço por quero sentir a onda de águas geladas a bater no meu pé...já calejado.
Vou andar por ai descalço fazendo contrabando de poesia masoquista...
Vou andar por ai descalço talvez me perdendo, talvez me encontrando... sei lá...
No caminho conhecer lugares, pessoas...sentir aromas,provar sabores...sentir prazeres
Vou andar por ai...
Descalço...